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Retomada das aulas presenciais exige protocolos de segurança por parte das escolas

PUBLICADO EM August 21, 2020

Distanciamento social, intensificação da limpeza dos ambientes, uso obrigatório de máscaras, higienização constante das mãos e aferição da temperatura corporal são algumas das recomendações

Depois de mais de quatro meses com as aulas suspensas, devido à pandemia do novo coronavírus, as escolas brasileiras se preparam para a retomada das atividades presenciais. O Amazonas foi o primeiro estado a voltar — cerca de 110 mil alunos do Ensino Médio da rede pública de Manaus retornaram ao ensino presencial no dia 10 de agosto. Na maioria dos estados, o retorno ainda está sendo definido e pode acontecer em momentos diferentes de acordo com os municípios ou redes de ensino. Em São Paulo, foi adiado para 7 de outubro, mas a volta em 8 de setembro é opcional.

Nesse processo, uma série de medidas e protocolos devem ser adotados para que a reabertura das escolas aconteça com a maior segurança possível. Secretarias da Educação e diferentes fundações e organizações têm divulgado ações para orientar as instituições de ensino, observando recomendações de autoridades da área de saúde nacionais e internacionais. Confira, a seguir, algumas dessas medidas, divulgadas no “Manual sobre biossegurança para reabertura de escolas no contexto da Covid-19”, lançado pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Organização do ambiente escolar

– Adaptar, sempre que possível, espaços mais amplos e arejados para serem usados como salas de aula

– Instalar, sempre que possível, pias e lavabos em espaços abertos, reduzindo o fluxo de utilização de banheiros

– Se possível, cada sala de aula deve ser usada pelo mesmo grupo de estudantes

– Instalar dispensers com álcool em gel nas entradas da escola, salas de aula e áreas de circulação

– Evitar o uso de elevadores

– Realizar a limpeza e desinfecção das salas de aulas nos períodos de intervalo para realização de lanches e refeições

– Laboratórios e salas de apoio devem ter lotação máxima reduzida e ser usados com agendamento prévio, com escala de horários e procedimentos de limpeza e desinfecção entre os usos

– Privilegiar a renovação frequente do ar, mantendo janelas e portas abertas, e não usar ar-condicionado

– Fazer uso, se possível, latas de lixo sem toque, com acionamento por pedal

– Restringir a entrada de visitantes e entregadores no ambiente interno da escola

Banheiros

– Instalar barreiras físicas de acrílico entre as pias do banheiro

– Disponibilizar dispensers com álcool 70% para higienização de assentos sanitários, que deverá ser feita anteriormente a sua utilização

– Orientar que a descarga deve ser acionada com a tampa do vaso sanitário fechada

– Como os banheiros são áreas de risco, a limpeza desses espaços deverá ser realizada várias vezes ao dia

Procedimentos de higiene, distanciamento social e uso de máscara

– Adotar o distanciamento físico de 1 metro a 2 metros entre as pessoas

– Sinalizar com fitas adesivas o piso das salas de aula, indicando o posicionamento de mesas e cadeiras

– Dispor mesas e carteiras com a mesma orientação espacial, evitando que estudantes fiquem virados de frente uns para os outros

– Incentivar a realização de reuniões de professores e de trabalhos administrativos de forma remota e diminuir os contatos sociais no ambiente de trabalho

– Higienizar as mãos várias vezes ao dia e antes e depois do uso de equipamentos compartilhados, como livros e impressoras

– É obrigatório o uso de máscaras individuais, com recomendação de troca a cada 3 horas (máscaras não cirúrgicas ou de tecido) coincidindo, preferencialmente, com os intervalos das refeições (momento em que já se retira a máscara). Também se recomenda a troca das máscaras sempre que estiverem sujas ou molhadas.

– A escola deve instruir os estudantes e funcionários quanto ao uso correto da máscara e avaliar a possibilidade de distribuição de máscaras de tecido. Deve fornecer, excepcionalmente, máscaras descartáveis para funcionários ou alunos que, eventualmente, estiverem sem a proteção

– Organizar, preferencialmente, dupla entrada e saída no prédio escolar e escalonar horários para estudantes e funcionário

– Na entrada, realizar aferição da temperatura corporal e aplicação de questionário sobre sinais e sintomas da doença

Alimentação

– Orientar a higienização das mãos antes das refeições

– Nos refeitórios ou lanchonetes, reorganizar o layout de mesas e cadeiras de modo a respeitar o distanciamento social

– Instalar, quando possível, barreiras físicas sobre as mesas, reduzindo o contato entre as pessoas

– Escalonar horários para a realização das refeições (café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar) pelos diferentes grupos, evitando aglomeração

– Não utilizar a modalidade de autosserviço (self service)

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