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Método tradicional de ensino e metodologias ativas: conheça as principais diferenças

PUBLICADO EM September 24, 2020

Ao modelo convencional, em que o aluno tem uma postura passiva, como receptor dos conhecimentos transmitidos pelo professor, se opõem as experiências de aprendizagem que possibilitam ao estudante a autonomia e o protagonismo na construção do saber

No processo pedagógico, a metodologia utilizada é um elemento crucial, pois direciona o planejamento, as estratégias e as atividades educativas, orienta a atuação do professor em sala de aula e estabelece o que se espera do aluno na dinâmica educacional. Ao método tradicional de ensino se opõem as metodologias ativas, cujos conceitos já foram trabalhados há bastante tempo por autores que são referências na educação, como Paulo Freire, John Dewey e Jean Piaget. Mais recentemente, no entanto, o rápido avanço da tecnologia, o maior acesso à informação e as novas demandas do século XXI levaram a um questionamento mais forte do modelo tradicional de educação e à busca por novas formas de ensinar e aprender.

No método tradicional de ensino, o professor é considerado figura central e único detentor do conhecimento, que é repassado aos alunos, normalmente, por meio de aula expositiva. Ao estudante, reduzido a expectador da aula, cabe apenas memorizar e reproduzir os saberes. Nesse modelo, em geral, há a adoção de testes e provas padronizadas e as diferenças individuais não são levadas em conta. Essa concepção tradicional de ensino é chamada de “educação bancária” por Paulo Freire, de “paradigma instrucionista”por Pedro Demo, e alguns estudos também se referem a uma educação colonizadora.

As metodologias ativas, por sua vez, consideram o aluno como o centro do processo de aprendizagem. O estudante assume o papel de protagonista na construção do conhecimento, e o professor é um mediador desse processo e não o fornecedor de informações. A lógica é formar o aluno não mais para realizar atividades repetitivas e seguir padrões, mas para ter uma postura investigativa e solucionar desafios e problemas da vida real. Como sujeito da sua aprendizagem, o estudante deve pensar, criar, estabelecer relações, construir e argumentar. Para isso — e considerando que sua atuação se dá no contexto de um mundo complexo, incerto, volátil e ambíguo –, além do conhecimento cognitivo, são exigidas outras habilidades e competências socioemocionais, como empatia, colaboração, criatividade, comunicação e pensamento crítico.

Embora o trabalho com as metodologias ativas possa incluir atividades tradicionais, como lições de casa, são usados recursos diversos, como debates, produção de textos, simulações de situações da vida real, dramatizações, estudos de caso e projetos em grupo.

Entre as principais metodologias ativas estão a aprendizagem baseada em problemas, a aprendizagem baseada em projetos, o estudo de caso, o design thinking, a sala de aula invertida e a instrução entre pares. Em comum, elas propõem a aprendizagem significativa e a conexão da escola com a vida.

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