Festas de final de ano e férias podem ser incentivo para aprender educação financeira - BEĨ Educação
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Festas de final de ano e férias podem ser incentivo para aprender educação financeira

PUBLICADO EM December 22, 2021

Dois anos após o início da pandemia de Covid-19, as celebrações em família nunca foram tão esperadas. Seguindo os protocolos de prevenção, já que ainda é um momento de vigilância, as pessoas têm saído às compras. Para especialistas em finanças, este é um período muito oportuno para refletir como anda a educação financeira dentro de casa. Tema para ser incorporado desde a primeira infância, de forma lúdica, criativa, porém assertiva, afinal trata-se de assunto sério com impacto na vida das crianças, dos jovens, da família e da sociedade.

Para se ter uma ideia, uma pesquisa conduzida pela Federação do Comércio de São Paulo, no primeiro semestre de 2021, mostra que 71,4% das famílias brasileiras estão endividadas, o maior patamar observado em 11 anos.

Divulgado pelo Banco Central e pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o Índice de Saúde Financeira do Brasileiro aponta que cerca da metade da população está com baixa saúde financeira, sendo que para 58,4% esta é a principal causa de estresse.

Outro sinalizador vem de um levantamento do Twitter Brasil, feito a partir de uma análise das conversas de usuários da rede social, entre janeiro e setembro de 2021. O número de tweets dos brasileiros sobre finanças foi 400% maior, em relação ao mesmo período do ano passado, e revelou que 81% planeja poupar mais em 2022.

Como pais podem aproveitar a ocasião para ensinar educação financeira em casa?

Estimule o consumo consciente: Faça uma lista e envolva as crianças e adolescentes nas decisões para as festas de final de ano e férias. Pensem juntos: o que é desejo, o que é necessidade, o que é prioridade? Com isso, dá para riscar da lista tudo o que será pouco usado, esquecido, descartado e não fará falta. Que tal uma caça ao tesouro em casa antes de sair às compras? Certamente há peças ´adormecidas´ que podem ganhar um novo visual
ou utilidade. Além de ótima opção para reunir a família, é um aprendizado conjunto para combater desperdícios, eliminar despesas e soltar a criatividade.

Ao invés de ceder e se endividar, ensine a valorizar e a planejar: Quanto custa isso? E aquilo? Como está o seu cofrinho? Vamos ver se a mesada foi poupada ou consumida, quase que por inteiro, não sobrando nada para as férias? Lidar com a frustração faz parte e é importante na formação da criança ou do adolescente. Jogos de tabuleiro, como Banco Imobiliário, Jogo
da Vida ou Monopoly ajudam a simular e compreender situações de perdas e ganhos. Há também games e apps para aprender, com diversão, a planejar, poupar, gastar e doar.

Sirva de referência: Ao ensinar os filhos sobre dinheiro, de onde vem, a relevância de economizar e ter uma reserva de emergência, os pais precisam dar o exemplo. Ao ver a família controlar as finanças, com objetivos, planejamento, destinação correta dos recursos e poupança, crianças e adolescentes vão aprendendo o valor e o significado das coisas, preparando-se para a vida adulta com mais consciência sobre suas escolhas.

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