Estudar as cidades é estratégia interdisciplinar
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Estudo das cidades coloca em prática conceitos de geografia, história, biologia e outros componentes curriculares

PUBLICADO EM May 30, 2022

Material da BEĨ Educação aborda questões do dia a dia de forma a despertar o interesse dos estudantes e inclui projeto coletivo para a cidade onde vivem 

 

Uma cidade é uma estrutura complexa. Ela envolve habitação, trabalho, mobilidade, qualidade do ar, cobertura vegetal, participação política e, evidentemente, a história daquele núcleo urbano. 

Por isso, estudar a cidade é uma estratégia que contribui para levar aos estudantes diversos componentes curriculares, como história, geografia, artes e biologia, entre outros. 

A interdisciplinaridade desse estudo permite uma visão abrangente de como os conteúdos dessas matérias interagem no dia a dia. Além disso, ao relacionar as disciplinas com a realidade vivida pelos estudantes, essa temática possibilita uma aprendizagem com significado 

Áquila Nogueira, gestor de projetos educacionais da BEĨ Educação, explica essa relação: “A cidade deve ser estudada dentro de sua complexidade, recorrendo-se a diversos saberes e práticas.” Dessa forma, será possível compreender melhor sua formação e funcionamento, “bem como nosso lugar em relação a ela”. 

O gestor de projetos educacionais dá exemplos de componentes curriculares que podem ser inseridos nesse contexto. “A geografia, que estuda as relações do homem com o espaço, surge rapidamente como um caminho a se pensar”, afirma. “A história é um caminho claro também. Afinal, as cidades são construídas ao longo do tempo por sociedades que nelas imprimem sua cultura e sua cosmovisão”.  

Em seu ponto de vista, o argumento em favor da história também abre espaço para um foco em linguagens, especialmente nas artes que constitui as cidades, “tanto nas manifestações artísticas planejadas e oficiais, como a arquitetura e monumentos artísticos, quanto pela cultura marginal do grafitti e de manifestações culturais como o hip-hop”.  

Mas, para Áquila, outras áreas do conhecimento podem ser abrangidas nesse estudo. “Com a atual situação de crise climática, a biologia e a química nos ajudam a entender questões de sustentabilidade e a relação das cidades com o meio ambiente”, diz.  

É por meio dessa abordagem de caráter multidisciplinar que se desenvolve o material da BEĨ Educação Aprendendo a Viver na Cidade. Ele abarca conceitos de geografia, história, sociologia, política, artes, meio ambiente, economia e direito, entre outras áreas.  

O estudo das cidades e as competências da BNCC 

Além dos conteúdos programáticos dos componentes curriculares e áreas do conhecimento, o estudo das cidades também permite desenvolver competências previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O texto estabelece 10 competências. São elas: 

  1. Conhecimento 
  2. Pensamento científico, crítico e criativo 
  3. Senso estético e repertório cultural 
  4. Comunicação  
  5. Cultura digital 
  6. Autogestão 
  7. Argumentação 
  8. Autoconhecimento e autocuidado 
  9. Empatia e cooperação 
  10. Autonomia. 

Entre as competências que podem ser trabalhadas no estudo de cidades, Áquila Nogueira destaca o repertório cultural. “Ele aparece bastante tanto no estudo de uma cidade específica quanto em comparações entre diversas cidades, reforçando o valor das manifestações culturais e artísticas que fazem parte das cidades e ajudam a constituí-las”,  afirma. 

Outro exemplo de como desenvolver as competências da BNCC no estudo de cidades diz respeito à cultura digital. “Esta é uma forma de cultura associada ao ambiente urbano e tem sido cada vez mais utilizada no desenvolvimento de cidades mais inteligentes e conectadas”, diz o gestor educacional. 

Aprendizagem com significado no estudo das cidades 

Outra característica do estudo de cidades presente na coleção Aprendendo a Viver na Cidade da BEĨ Educação é promover uma aprendizagem com significado. 

“A aprendizagem com significado baseia-se principalmente na associação de novas aprendizagens ao que é familiar para o estudante”, explica Áquila Nogueira. “A cidade, sendo o ambiente em que os estudantes vivem, ajuda a contextualizar essas aprendizagens tornando-as mais reais e claras.”  

Para o gestor educacional, “em vez de falar sobre como o desmatamento pode interferir no clima em uma floresta distante, podemos falar de como a falta de cobertura verde afeta o clima da cidade em que vivemos e como isso leva a outros problemas que fazem parte da vida dos estudantes”. 

Dessa forma, afirma ele, os estudantes podem relacionar e entender que aquilo faz diferença em seu dia a dia. 

Áquila explica que o material da BEĨ Educação traz exemplos e discussões sobre esses temas, integrando saberes e conhecimentos. 

Além de atividades reflexivas e discursivas, a coleção tem a vantagem de trabalhar com a elaboração e aplicação de um projeto coletivo, em que os estudantes levantam problemas em suas próprias cidades e pensam em como intervir, com a mediação do educador.  

“Assim, além do aprendizado sobre a cidade, os estudantes desenvolvem uma série de habilidades de pesquisa, resolução de problemas, cooperação e gestão de projetos”, finaliza Áquila. 

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