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Educação financeira é importante ferramenta para escolhas responsáveis e o consumo consciente

PUBLICADO EM December 14, 2020

Ter consciência sobre o que se compra inclui o entendimento do ciclo de produção de um produto ou serviço e os impactos gerados ao meio ambiente, à economia e à sociedade

A educação financeira, como tema transversal, deve fazer parte do conteúdo programático de todas as escolas de educação básica do Brasil, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Além de auxiliar o estudante a planejar os seus gastos e o de sua família, é uma importante ferramenta para analisar de forma crítica os produtos que adquirimos e refletir sobre o consumismo nos dias de hoje.

Um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) — metas da Organização das Nações Unidas (ONU) para reduzir a pobreza, proteger o meio ambiente e garantir que todas as pessoas desfrutem de paz e de prosperidade — diz respeito à produção e ao consumo sustentáveis, o que envolve mudança de hábitos para evitar o desperdício e adquirir produtos e serviços que não prejudiquem a sociedade e o planeta.

Entre outras medidas, o ODS 12 prevê, até 2030, reduzir substancialmente a geração de resíduos por meio da redução do consumo, reciclagem e reuso; e garantir que as pessoas tenham informação relevante e conscientização para o desenvolvimento sustentável e estilos de vida em harmonia com a natureza

Consumir de maneira consciente significa fazê-lo sem excessos e ter o entendimento de que o ciclo de produção de um produto ou serviço traz impactos ao meio ambiente, à economia e à sociedade.

Quanto mais as pessoas compram e mostram interesse em adquirir novos produtos, mais recursos naturais precisam ser explorados para dar conta dessa demanda. O aumento da produção industrial e o sistema de transporte para a distribuição desses produtos provocam a emissão de gases poluentes e outras formas de degradação ambiental. Um exemplo clássico é a produção de uma calça jeans, que gasta cerca de 10 mil litros de água para ser confeccionada, de acordo com Wagner Cunha Carvalho, diretor-executivo da W-Energy e membro do Ivepesp (Instituto para a Valorização da Educação e da Pesquisa no Estado de São Paulo).

Além dos recursos gastos na produção de um produto, outro aspecto que o consumidor consciente deve considerar é como ele deve ser corretamente usado e, posteriormente, descartado. Também vale atentar a quem o produz, no sentido de a empresa ter práticas sustentáveis e responsabilidade socioambiental.

Ser um consumidor consciente inclui, ainda, saber questionar a real necessidade em adquirir um produto ou serviço. Isso porque, muitas vezes, a compra é motivada por fatores externos, impulsionados pelas próprias empresas, por meio de recursos da propaganda e do marketing, e pela influência da mídia. Com as redes sociais, esses apelos ganharam ainda mais força e alcance, atingindo um novo patamar.

De acordo com dados da ONG internacional Global Footprint Network (GFN), a humanidade já está consumindo mais recursos do que o planeta é capaz de gerar. Reverter essa situação exige mudança de atitudes e o compromisso com a ideia de sustentabilidade, que é garantir que as demandas do presente não comprometam a capacidade das gerações futuras de responder às suas necessidades.

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