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Como trabalhar a temática do urbanismo e cidadania em projetos interdisciplinares?

PUBLICADO EM April 6, 2020

Material da BEĨ Educação traz conteúdos sobre o funcionamento das cidades e propõe que estudantes desenvolvam ações articulando conhecimentos de diferentes áreas do saber 

Uma das temáticas trabalhadas pela BE? Educação, que desenvolve projetos pedagógicos voltados para estudantes do Ensino Fundamental e Médio, é a vida urbana e noções de cidadania. O livro “Aprendendo a viver nas cidades” discute as várias formas de participação cidadã em um mundo cada vez mais urbanizado.

“É um conteúdo potente para provocar discussão nas escolas. Hoje, as pessoas estão afastadas do espaço público e se fecham em condomínios e outros locais privados, e a cidade está ociosa desses espaços. Nas periferias, por exemplo, faltam parques, quadras e ambientes de lazer”, diz Eloisa Ponzio, consultora pedagógica da BE? Educação.

O material apresenta para os alunos o funcionamento da cidade em seus diferentes aspectos, como arquitetônico, histórico, ambiental e administrativo, para que depois os estudantes possam propor projetos de ação efetiva para solucionar questões urbanas de seu entorno.

Por exemplo, os alunos observam próximo de sua casa ou da escola um espaço que chamou a sua atenção e que merece cuidado — uma praça ou uma quadra abandonada, um local sem coleta seletiva de lixo ou sem linhas de ônibus suficientes. A partir desse olhar sobre os problemas do espaço urbano da sua localidade, a ideia é que eles trabalhem em grupos e, com a mediação dos professores, desenvolvam projetos para resolver algumas dessas questões.

As propostas podem envolver ações diversas — como organizar campanhas, mutirões, abaixo-assinados e elaborar estudos para levar à subprefeitura, justificando a necessidade de ação — e permitem trabalhar conteúdos interdisciplinares. “A química pode ser acionada na questão da poluição; língua portuguesa no tipo de texto que vai ser feito, argumentativo ou um folheto informativo; matemática na elaboração de gráficos e estatísticas; ciências nas questões de saúde; e história no modo como a sociedade se organiza”, exemplifica a consultora.

O modo de trabalhar também pode ser diferente de acordo com as características de cada escola. Elas podem definir um projeto e a contribuição que cada área do conhecimento vai dar ou deixar os alunos buscarem nas diferentes disciplinas os elementos que precisam para trabalhar no projeto. “A cidade tem muitas questões que precisam ser discutidas e, com os olhos bem atentos, esses jovens cidadãos podem levantar esses temas e contribuir para a sua solução”.

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