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A educação financeira do cidadão brasileiro: da escola para a vida

PUBLICADO EM October 21, 2020

Tomar decisões responsáveis relacionadas ao uso do dinheiro é um exercício de cidadania, pois tem impactos positivos não apenas na vida pessoal e profissional, mas no desenvolvimento econômico de um país

A educação financeira e a capacidade de planejar e organizar o orçamento pessoal e familiar é importante não apenas para os cidadãos conseguirem ter uma vida mais confortável, empreender e realizar seus sonhos, mas também para o desenvolvimento econômico de um país.

Essa foi a premissa do 7º webinário, que aconteceu em 14 de outubro, de uma série de encontros virtuais que a BEI Educação vem realizando em parceria com o Itaú BBA. Mediado por Rafael Parente, CEO da BEI Educação, o evento contou com a participação do economista Armínio Fraga, que já foi presidente do Banco Central do Brasil; do economista Bruno Giovannetti, da plataforma “Por Quê?; e da estudante Maria Beatriz Araújo, aluna da escola de referência em ensino médio Conde Pereira Carneiro (PE), que utilizou o material pedagógico “Aprendendo a lidar com dinheiro”, da BEI Educação. Confira algumas das principais ideias debatidas no encontro.

Relevância para cidadãos e nação

Conceitos relacionados à organização do orçamento, compra a prazo, taxa de juros e

planejamento de despesas são fundamentais para as pessoas terem uma rotina mais tranquila e previsível e maior qualidade de vida. Aqueles que empreendem devem ter ousadia, mas, principalmente, consciência do custo do dinheiro e do retorno do investimento, assim como o controle das receitas e despesas de um negócio, por menor que seja. A médio prazo, isso também está relacionado ao desenvolvimento econômico de um país. Para crescer, uma nação precisa investir em equipamentos, tecnologia e educação, do mesmo modo que a economia como um todo também precisa poupar. Quanto menos analfabetos financeiros o país tiver, melhor será a sua economia como um todo.

Conceito de analfabetismo financeiro

O conceito está relacionado às pessoas que não têm as ferramentas essenciais e necessárias para tomar as decisões básicas relacionadas a dinheiro no dia a dia. Essas ferramentas incluem compreender o que são juros; juros sobre juros; inflação; e risco. Pesquisas apontam que, no Brasil, seguindo a média mundial, 7 em cada 10 pessoas não dominam, pelo menos, dois desses conceitos. Em países desenvolvidos, essa proporção é de 3 em cada 10. Para combater o analfabetismo financeiro, diferentes estratégias podem ser usadas conforme o público que se deseja atingir.

Educação financeira nas escolas

Para se tornarem cidadãos conscientes em relação ao uso do dinheiro, os estudantes precisam ter boa base de matemática e de educação financeira nas escolas. A boa notícia é que o tema foi incluído na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como conteúdo transversal obrigatório. A inserção no currículo das escolas pode aumentar a aprendizagem dos conceitos e o engajamento dos alunos com esse conhecimento, na medida em que houver conexão entre o que eles aprendem na sala de aula e a aplicação prática desses conceitos na vida real.

Conhecimentos objetivos e práticos para o cidadão

Adultos que não tiveram uma formação escolar adequada e nem uma base satisfatória em matemática precisam de algo mais pragmático — as chamadas “regras de bolso”, que são estratégias mais simples, objetivas e diretas e que têm impacto real e imediato no dia a dia. Esses conhecimentos e os conceitos mais importantes devem ser transmitidos de maneira contextualizada, para que essas pessoas consigam usá-los no cotidiano e tomar as melhores decisões relacionadas ao dinheiro.

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